A presença de tirzepatida em canetas emagrecedoras do Paraguai não é suficiente para comprovar sua equivalência ao Mounjaro.
Matéria publicada no Instagram do Laboratório de Toxicologia Analítica da Unicamp.
Leia na íntegra: https://www.instagram.com/p/DagWxJMiULA

Nossa análise toxicológica confirmou a molécula nas canetas paraguaias citadas pela imprensa, mas revelou um problema: uma das amostras continha 60% a mais da concentração do princípio ativo do que o rótulo indicava. Na prática, essa superdosagem aguda pode provocar choque gastrintestinal, lesão renal, hipoglicemia severa, pancreatite e arritmias cardíacas.
A presença da molécula não atesta a pureza do fármaco, a esterilidade da solução ou a ausência de contaminantes pesados gerados em rotas de síntese não validadas. A atestação de segurança, eficácia e bioequivalência é uma atribuição exclusiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fundamentada em ensaios clínicos que não fizeram parte do escopo desta análise de bancada.
Identificar a molécula no laboratório é apenas a triagem inicial e não substitui o controle sanitário.
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